segunda-feira, 25 de julho de 2016

Queridos, sei que hoje a juventude parece uma realidade distante, uma saudade! Mas ela, acredite, é parte de cada um que ainda sorri, que é capaz - mesmo que seu corpo mais frágil não siga o mesmo ritmo. Ela tá no seu olhar, na sua memória cheia de histórias,  em cada pedaço de pele enrugada na sua mão.
O tempo da alma é diferente, ainda são todos crianças, com a vantagem de já terem visto o mundo e serem personagens principais nas histórias
Não está vencido pelos ossos frágeis que não sustentam a imensidão e grandiosidade que se tornou. Ainda é tempo de se permitir, esse mundo também é seu. Não se zangue com os apoios das mãos e dos braços, afetos e enlaces que são cuidados; como os que você tem comigo também.
A juventude é um conto, e cada um, como diz o ditado, aumenta um ponto: somos todos jovens!


quinta-feira, 21 de julho de 2016

E aí vem a loucura da sua voz,
Do seu sorriso, dessas marcas rasgando as bochechas,
Daquele seu jeito maroto de implicar, de exaltar,
De matar silenciosamente a vontade de estar e de ficar!


quarta-feira, 6 de julho de 2016

Presto atenção nos detalhes mais traiçoeiros, de propósito!
Pra ter coisa concreta pra me torturar, pra me fazer perder o sono
Ou alegrar um dia inteiro em troca de um sorriso desses,
Mesmo que não seja pra mim ou por mim;
Despretensioso ou pretendido. Tanto faz!
O fato é que me apego  cada pedaço do dia
Em que ouço sua voz!


sexta-feira, 6 de maio de 2016

Você vem rindo, me contando histórias
Nossos olhos se cruzam e dai em diante
Silêncio aos ouvidos, ruídos fortes ao coração


quarta-feira, 2 de março de 2016

Passei dos 25, e agora?!

Estou prestes a completar meus 27 anos e é incrível como tem sido um tempo de mais dúvidas e de identificação de mais mudanças. De repente, tudo do que eu tinha certeza (como por exemplo, profissão e estilo de vida) é na verdade uma grande interrogação. Eu me pego assistindo vídeos de receitas culinárias e empolgada com isso, pensando em alternativas mais saborosas, amoras melhores; coisa que há uns 7 anos atrás era um assunto que me despertava ZERO interesse.

Na minha fase "rebelde", lá pelos meus 15/16 anos, eu não admitia, de forma ferrenha e aos berros, que apenas eu (a filha mulher) teria que ser responsável pela arrumação da casa, era minha obrigação saber cozinhar e fazer coisas de "mulherzinha". Ser criada para um matrimônio perfeito, simplesmente não me conformava (e ainda não me conformo, mas reajo de maneiras diferentes hoje em dia).

Hoje, mais do que nunca, acredito na liberdade das pessoas (independente de sexo) ter mais afinidade com determinadas coisas dentro de uma infinidade de opções antes (e ainda hoje) taxadas e atribuídas ao sexo da pessoa.

Hoje, me sinto confortável e sem culpa de ser uma mulher que cozinha, é ligada à moda, pensar sobre a criação de futuros filhos; sem que isso me tenha sido imposto, é tudo por pura afinidade, interesse, satisfação pessoal e amor! E pelas mesmas justificativas, me permitir ser tatuada, com piercings e não querer casar.

Pude aprender nesse período de nem lá, nem cá (muito jovem ou muito madura); a ter voz, a saber ouvir essa voz, a saber falar e principalmente a não calar. Percebi também que posso estar à beira dos 30 anos e ter dúvidas do que quero fazer amanhã, simplesmente por achar que ainda tem muita coisa nesse mundo para conhecer/ver/fazer. E principalmente, que NÃO, eu NÃO TENHO que NADA, a não ser que EU QUEIRA!