quarta-feira, 2 de março de 2016

Passei dos 25, e agora?!

Estou prestes a completar meus 27 anos e é incrível como tem sido um tempo de mais dúvidas e de identificação de mais mudanças. De repente, tudo do que eu tinha certeza (como por exemplo, profissão e estilo de vida) é na verdade uma grande interrogação. Eu me pego assistindo vídeos de receitas culinárias e empolgada com isso, pensando em alternativas mais saborosas, amoras melhores; coisa que há uns 7 anos atrás era um assunto que me despertava ZERO interesse.

Na minha fase "rebelde", lá pelos meus 15/16 anos, eu não admitia, de forma ferrenha e aos berros, que apenas eu (a filha mulher) teria que ser responsável pela arrumação da casa, era minha obrigação saber cozinhar e fazer coisas de "mulherzinha". Ser criada para um matrimônio perfeito, simplesmente não me conformava (e ainda não me conformo, mas reajo de maneiras diferentes hoje em dia).

Hoje, mais do que nunca, acredito na liberdade das pessoas (independente de sexo) ter mais afinidade com determinadas coisas dentro de uma infinidade de opções antes (e ainda hoje) taxadas e atribuídas ao sexo da pessoa.

Hoje, me sinto confortável e sem culpa de ser uma mulher que cozinha, é ligada à moda, pensar sobre a criação de futuros filhos; sem que isso me tenha sido imposto, é tudo por pura afinidade, interesse, satisfação pessoal e amor! E pelas mesmas justificativas, me permitir ser tatuada, com piercings e não querer casar.

Pude aprender nesse período de nem lá, nem cá (muito jovem ou muito madura); a ter voz, a saber ouvir essa voz, a saber falar e principalmente a não calar. Percebi também que posso estar à beira dos 30 anos e ter dúvidas do que quero fazer amanhã, simplesmente por achar que ainda tem muita coisa nesse mundo para conhecer/ver/fazer. E principalmente, que NÃO, eu NÃO TENHO que NADA, a não ser que EU QUEIRA!


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

No bar


Estávamos nós duas sentadas num bar de esquina
Acompanhadas da banalidade de uma sexta-feira 
Terceiro copo de cerveja, algumas risadas
E algumas reclamações também, por que não?!
Vomitamos uns perrengues da semana,
Contamos nossas novas desistências,
Falamos novamente das nossas descrenças,
Rimos após voltar ao senso comum
Contamos novidades, nossas e dos outros
Brindamos, não calávamos a boca!
Rimos mais, brindamos mais...
Às vezes uma sexta-feira com meia dúzia de copos de cerveja,
Um amigo, boas histórias e estar em casa para dormir as 23h
É tudo que precisamos para encerrar uma semana


quarta-feira, 11 de novembro de 2015



Vem cá, um minutinho só!
Me envolve em seus abraços
Como se algo estivesse por escapar...
Você pode simplesmente,
Me beijar a boca como de costume
E me olhar com aquele brilho no olhar?
De novo e de novo e de novo?
Juro que não vou me cansar,
Vou deixar você ler a alma
E fazer morada com tua paz
Talvez seja mais que um minutinho
Mas quem se importa? Já tirei o relógio





Ela é o silêncio na casa
Presente, mas por vezes quieta
Mas se eu chego em casa
E ouço uma música e sua voz
Descubro que é a própria paz