domingo, 22 de março de 2020










Nessas horas, relembro!
É como se a memória
Nunca antes houvesse falhado.
É como se fosse possível
Reviver todos os instantes...

Corrói!
Será que a dor é mesmo
Inevitável?
Nas últimas horas, sim!
Até quanto?


Ilha!



As coisas andam estranhas!
Há um vírus contaminando a população mundial, e por enquanto, precisamos ficar de quarentena - sem contato com o exterior às nossas casas. Estamos ilhados!

E hoje, estou uma ilha em mim mesma, por fora, apenas transbordo aquilo que nem sei ao certo o que sinto! Há um vírus, há uma grande incerteza, há uma ilha (várias ilhas) e estou só! Presa com alguém que me cativou, que me eu acreditava ser solo firme...

Como a vida é incerteza! É surpresa! Como a chegada de um novo ciclo vem tão tumultuada e cercada de dor? Você empilha tijolo, por tijolo, alinha, cimenta, alinha novamente, confere, checa se está tudo ok... e então, por um momento, ou mais, você nem mesmo consegue ver o que foi que derrubou a sua "muralha"...

Viver é mesmo uma grande ilusão! Acreditar e confiar nas pessoas para alguns é um processo tão lento, tão doloroso, tão cheio de cicatrizes... e quem está de fora, simplesmente sai atropelando tudo, sem se importar com que vai ficando para trás da destruição.

Eu sempre me fechei, sempre fui uma ilha. Sozinha em mim mesma, mas consciente.
Agora, sou uma ilha novamente - muito provável, inabitável - e sou só.



quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Saudade.
Só.
Nos olhos.
Na mão.
No abraço.
No beijo.
No cheiro.
No corpo.
Dentro e fora.
Só.
Saudade.



quarta-feira, 21 de junho de 2017

Flor(ida)

Ela tem um sorriso lindo
Uma alma florida
E uma risada alta,
Contagiante e às vezes,
Confesso, constrangedora!

Mas será que ela nota,
Que ela se toca?!
Que essa vida fica mais linda
Porque posso contar com ela?

Que a calma dela nos meus dias de tormenta
Que a entrega dela ao meu modo de ver o mundo
Que essa certeza de uma vida leve até nos piores dias
É o que faz reforçar em mim as crenças mais adormecidas

Que a vida é mesmo linda de ser vivida
Que a estrada é longa, mas também florida
Que os laços que a vida cria, não desata nó
Que seja colorido ou preto e branco,
Ainda vale a pena acreditar!


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Eu gosto assim, essas palavras levando
O que eu não consigo dizer
Alcançando e eternizando não o som,
Mas a forma!

Não poderia ser de outra maneira,
As cartas que envio, os bilhetinhos que deixo,
As mensagens em aplicativo mesmo,
Pois não consigo conter o sentimento imediato

Mesmo quando o tempo passa
E ainda é possível retomar em mãos
As palavras, carregar os sentimentos,
Lembrar e reviver tudo aquilo.

Se não fossem as palavras escritas,
Eu não seria!!


Se você soubesse a força que tem
Essa que eu vejo até quando você sorri!
Se você soubesse a energia surreal que transmite,
Essa que muda o clima do lugar quando você chega!
Espero que você saiba e que veja o que vejo em você
Essa luz forte, essa força e coragem...
E também a bondade, e o mais bonito... o amor!


terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Um novo ciclo



O que eu vivi no ciclo 27?

Passei por ele num ano bem, digamos polêmico, 2016. Creio eu ser um ano que deixou marcas em muita gente, e não necessariamente boas marcas. Não sei se estou nadando contra a correnteza, mas 2016 foi um ano especialmente bom pra mim e fez meu ciclo 27 especial. Um ciclo onde até o seu finalzinho tenho me enfrentado e encarado de frente, me orgulho disso! E a palavra dele foi: auto-conhecimento. Algo do qual eu fugia, bem, há muitos anos eu diria.

A idade não pesa, como ouço amigos reclamando; tenho a visão de que com o tempo eu só melhoro! Cada ciclo uma versão melhorada, claro, nem sempre consigo acertar... mas é uma das melhores maneiras de aprender?! Certo? Bom, certo ou não, tem funcionado pra mim.

Nessa jornada, consegui entender finalmente que o bom da vida é viver. Simples né?! Nem tanto! Estou ainda engatinhando, aprendendo aos poucos, sem pressa, curtindo o caminho, as sensações, cheiros, brisas, sol, vento, tufões, curtindo tudo.. vivendo tudo, de bom ou não. Afinal, qual a graça das histórias onde tudo dá certo? 

O ciclo 27 me trouxe, e continua trazendo, perguntas; e até algumas respostas. Tem dado sentido pra uma vida inteira onde não me via sendo peça de um quebra-cabeças, e o melhor: me mostrou que não existe só um quebra-cabeças, de repente só estive tentando me encaixar no conjunto errado. Trouxe de mais importante o desconforto. Sim! Se sentir desconfortável é maravilhoso, pois é combustível pra agir, mudar, sentir, viver... lembra?! Viver!

Agora, espero um novo ciclo. E não sei o que irá acontecer nem onde irá me levar. Mas levo até ele a leveza, o desconforto, os sorrisos, os choros e a alma!


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Presente com presença se retribui.
E amor, com afeto. E carinho, com riso.
Tudo se mistura e estamos de novo no ninho.
Inocentes crianças, brindando a irmandade.
Com toda a diferença que possamos ter
E ainda sim, permanecer.


terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Vem invadindo a sala de estar,
a de jantar, a cozinha, até o quarto chegar.
Faz morada, com pilares quase solidificados.
Estruturas firmes de carinho, gesso de abrigo,
Base de afeto com janela de sons calmos
E móveis de abraços que prendem
E deixam os laços mais apertados que saudade!
Passeia um pouco cá, longe desse olhar
Que aconchega desde os mimos até os medos
E compõe sorrisos nesse nosso abismo.




segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Esse sopro fresco que vem com sua voz
Repleta de desejos bons para a vida
Faz alegrar ainda mais os dias ensolarados
Desnudos e descalços de alma e de coração


terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Era um momento incomum
Bem difícil acontecer, eu diria
Ele despertava de uma viagem longa
E eu, sem conhecê-lo, estava a sua espera

Ele permanecia ali deitado
Enquanto eu acarinhava seu cachos
Quando então me deparei com seu despertar
E ele se deparou com meus olhos sob os seus

Por um tempo estivemos numa conexão
Estranhamente simples, linda e completa 
Então sorri enquanto os olhos dele marejados, me sugavam

E ainda meio estranho e alheio ao que acabara de acontecer
Nos abraçamos, meu colo foi conforto e casa a quem retornava
E mesmo a mim, sendo naquele momento sua morada
Encontrei também alento e preenchimento






Se eu transparecer mais introspectiva, vão achar que eu estou mal?
E se deparar comigo andando com olhar vago por aí, vai achar normal?
Se eu estiver no meio de uma reunião de trabalho e sorrir, vai soar estranho?
E eu parar e ficar concentrada aparentemente em nada, vai me achar preocupada?
Se eu não conseguir controlar minha vontade de ficar mandando mensagens pelo celular, vai me achar sem foco?


Mas e se todos percebessem que minha alma encontrou a paz, achariam o que?!

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Queridos, sei que hoje a juventude parece uma realidade distante, uma saudade! Mas ela, acredite, é parte de cada um que ainda sorri, que é capaz - mesmo que seu corpo mais frágil não siga o mesmo ritmo. Ela tá no seu olhar, na sua memória cheia de histórias,  em cada pedaço de pele enrugada na sua mão.
O tempo da alma é diferente, ainda são todos crianças, com a vantagem de já terem visto o mundo e serem personagens principais nas histórias
Não está vencido pelos ossos frágeis que não sustentam a imensidão e grandiosidade que se tornou. Ainda é tempo de se permitir, esse mundo também é seu. Não se zangue com os apoios das mãos e dos braços, afetos e enlaces que são cuidados; como os que você tem comigo também.
A juventude é um conto, e cada um, como diz o ditado, aumenta um ponto: somos todos jovens!


quinta-feira, 21 de julho de 2016

E aí vem a loucura da sua voz,
Do seu sorriso, dessas marcas rasgando as bochechas,
Daquele seu jeito maroto de implicar, de exaltar,
De matar silenciosamente a vontade de estar e de ficar!


quarta-feira, 6 de julho de 2016

Presto atenção nos detalhes mais traiçoeiros, de propósito!
Pra ter coisa concreta pra me torturar, pra me fazer perder o sono
Ou alegrar um dia inteiro em troca de um sorriso desses,
Mesmo que não seja pra mim ou por mim;
Despretensioso ou pretendido. Tanto faz!
O fato é que me apego  cada pedaço do dia
Em que ouço sua voz!


sexta-feira, 6 de maio de 2016

Você vem rindo, me contando histórias
Nossos olhos se cruzam e dai em diante
Silêncio aos ouvidos, ruídos fortes ao coração


quarta-feira, 2 de março de 2016

Passei dos 25, e agora?!

Estou prestes a completar meus 27 anos e é incrível como tem sido um tempo de mais dúvidas e de identificação de mais mudanças. De repente, tudo do que eu tinha certeza (como por exemplo, profissão e estilo de vida) é na verdade uma grande interrogação. Eu me pego assistindo vídeos de receitas culinárias e empolgada com isso, pensando em alternativas mais saborosas, amoras melhores; coisa que há uns 7 anos atrás era um assunto que me despertava ZERO interesse.

Na minha fase "rebelde", lá pelos meus 15/16 anos, eu não admitia, de forma ferrenha e aos berros, que apenas eu (a filha mulher) teria que ser responsável pela arrumação da casa, era minha obrigação saber cozinhar e fazer coisas de "mulherzinha". Ser criada para um matrimônio perfeito, simplesmente não me conformava (e ainda não me conformo, mas reajo de maneiras diferentes hoje em dia).

Hoje, mais do que nunca, acredito na liberdade das pessoas (independente de sexo) ter mais afinidade com determinadas coisas dentro de uma infinidade de opções antes (e ainda hoje) taxadas e atribuídas ao sexo da pessoa.

Hoje, me sinto confortável e sem culpa de ser uma mulher que cozinha, é ligada à moda, pensar sobre a criação de futuros filhos; sem que isso me tenha sido imposto, é tudo por pura afinidade, interesse, satisfação pessoal e amor! E pelas mesmas justificativas, me permitir ser tatuada, com piercings e não querer casar.

Pude aprender nesse período de nem lá, nem cá (muito jovem ou muito madura); a ter voz, a saber ouvir essa voz, a saber falar e principalmente a não calar. Percebi também que posso estar à beira dos 30 anos e ter dúvidas do que quero fazer amanhã, simplesmente por achar que ainda tem muita coisa nesse mundo para conhecer/ver/fazer. E principalmente, que NÃO, eu NÃO TENHO que NADA, a não ser que EU QUEIRA!


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

No bar


Estávamos nós duas sentadas num bar de esquina
Acompanhadas da banalidade de uma sexta-feira 
Terceiro copo de cerveja, algumas risadas
E algumas reclamações também, por que não?!
Vomitamos uns perrengues da semana,
Contamos nossas novas desistências,
Falamos novamente das nossas descrenças,
Rimos após voltar ao senso comum
Contamos novidades, nossas e dos outros
Brindamos, não calávamos a boca!
Rimos mais, brindamos mais...
Às vezes uma sexta-feira com meia dúzia de copos de cerveja,
Um amigo, boas histórias e estar em casa para dormir as 23h
É tudo que precisamos para encerrar uma semana