quinta-feira, 1 de outubro de 2015
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
Talvez
Talvez eu abrisse mão
De tanta poesia que me é natural
Se eu pudesse escrever apenas um verso
Que te fizesse despertar o amor
Que me fizesse ser o alvo
Que nos fizesse mais felizes do que fomos
Mais apaixonados do que fomos
Sem final, como o que tivemos
Talvez não! Tenho certeza sim!
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
Cigana
De fato, era uma miragem!
Nunca meus castanhos olhos
Se hipnotizaram tanto!
Era eu, até então num lugar desconhecido,
E foi a música quem me convidou!
Me aproximei, e logo me encantei
Era uma festa, de ritmo e cores!
Alguns minutos vagando em volta
E lá estava ela, dançando...
Uma cigana, da qual o rosto não se via
E nem precisava, todo o seu poder e beleza
Emanavam de sua dança
Era liberdade, leveza, dor e alegria
Tudo preso naquele pequeno corpo
Que se contorcia, que se esticava
Que se expressava e agora também
Me prendia
Fiquei a noite toda estático: mudo e imóvel...
Meus olhos e passos apenas seguiam sua dança!
Nunca meus castanhos olhos
Se hipnotizaram tanto!
Era eu, até então num lugar desconhecido,
E foi a música quem me convidou!
Me aproximei, e logo me encantei
Era uma festa, de ritmo e cores!
Alguns minutos vagando em volta
E lá estava ela, dançando...
Uma cigana, da qual o rosto não se via
E nem precisava, todo o seu poder e beleza
Emanavam de sua dança
Era liberdade, leveza, dor e alegria
Tudo preso naquele pequeno corpo
Que se contorcia, que se esticava
Que se expressava e agora também
Me prendia
Fiquei a noite toda estático: mudo e imóvel...
Meus olhos e passos apenas seguiam sua dança!
terça-feira, 15 de setembro de 2015
Catador
Vagava pelas ruas, sujo
Tinha uma mala vermelha
O olhar perdido e a pele manchada
O povo da redondeza dizia que era andarilho
Inventor de histórias, ladrão!
Ele era apenas um catador
Abria sorriso e ouvidos àqueles que lhe estendiam a mão
E em troca, ele dava alívio
Em sua mala, carregava alma
Ele era um catador
Cata dor em troca de amor
Tinha uma mala vermelha
O olhar perdido e a pele manchada
O povo da redondeza dizia que era andarilho
Inventor de histórias, ladrão!
Ele era apenas um catador
Abria sorriso e ouvidos àqueles que lhe estendiam a mão
E em troca, ele dava alívio
Em sua mala, carregava alma
Ele era um catador
Cata dor em troca de amor
terça-feira, 1 de setembro de 2015
Meu, seu
Os meus tortos e os seus alinhados
O meu medo e a sua coragem
O meu céu limpo, o seu estrelado
Minhas poucas palavras, sua risada
Meu jeito sério, seu jeito bobo
Tudo parece desencontro
E num relapso, é complemento!
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
E ela dançou ...
Eu tinha um certo receio em me jogar
Ia até uma altura confortável e saia
Mas hoje, resolvi me jogar
Não havia altura confortável pra mim
Me joguei! Esvaziei a mente e flutuei
Senti em meus ossos, vibrações leves
Meus pés em ponta, em nuvens
Meus braços, antes tensos, eram plumas
Ia até uma altura confortável e saia
Mas hoje, resolvi me jogar
Não havia altura confortável pra mim
Me joguei! Esvaziei a mente e flutuei
Senti em meus ossos, vibrações leves
Meus pés em ponta, em nuvens
Meus braços, antes tensos, eram plumas
Dancei, mais livre do que nunca!
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
Saudade
Eu adormeci por alguns minutos
E ali você se materializou,
De pé em frente à mim,
De pé em frente à mim,
com aquele riso de lado,
a piscada de olhos pra dizer que tá tudo bem.
E então me beijou a testa, como de costume,
E então me beijou a testa, como de costume,
E em seguida me beijou a boca;
Foi como voltar ao nosso primeiro beijo!
Aquela sensação louca de que "já era",
Foi como voltar ao nosso primeiro beijo!
Aquela sensação louca de que "já era",
você tinha me ganho!
E vi aquele mundo de cores vibrantes de novo.
Não nos falamos, apenas nossos olhos em troca
E pra mim isso poderia ser o novo significado de eternidade,
E vi aquele mundo de cores vibrantes de novo.
Não nos falamos, apenas nossos olhos em troca
E pra mim isso poderia ser o novo significado de eternidade,
Pois era ali, naquele olhar, que eu queria morar.
E entre a troca de toques e encostar dos lábios
E entre a troca de toques e encostar dos lábios
Desperto!
Meio confusa, abro os olhos
Estou de novo num mundo de cores apagadas,
Olho pros lados procurando algo,
Meio confusa, abro os olhos
Estou de novo num mundo de cores apagadas,
Olho pros lados procurando algo,
Está tudo brando, tudo calmo.
Saudade sim, mas ar também.
E assim segui, sem sufocar.
Saudade assim não sufoca e não mata!
Saudade assim não sufoca e não mata!
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